Base de madeira, polias e eixos
Recorte dos suportes e base de madeira, que depois são envernizados com verniz naval escuro
Detalhe do encaixe para o eixo dos discos: um parafuso
lateral fixa o conjunto, e sua remoção para troca da
correia é assim mais fácil. O suporte principal, feito de
madeira comum, recebe tratamento com
verniz. As laterais são fixadas na base por parafusos e cola de
madeira, de forma a assegurar a rigidez necessária ao conjunto.
Disco
de movimentação da correia, antes de ser
envernizado. As laterais foram rebaixadas para comportar a correia de
couro que movimentará os discos de acrílico. Detalhe
da fixação do disco no eixo. Furei um parafuso de
10 mm no sentido de seu eixo com uma broca com diâmetro de 6,5 mm
(este é o diâmetro do eixo que usei), e depois fiz um furo
na sua cabeça com broca de 3,5 mm. Em seguida fiz uma rosca de 4
mm e coloquei o parafuso philips que aparece na foto. Com isto é
possível fixar a roda ao eixo, e soltar o conjunto para troca de
correia simplesmente afrouxando este pequeno parafuso.
Este é o eixo de 6,5 mm que movimentará as rodas que
impulsionarão as correias de couro. Este eixo é na
verdade um pino de fixação de telhas de amianto,
adquirido numa ferragem. Em um dos lados eles vem com uma rosca de 6mm
e porcas de fixação. O disco de madeira mostrado
será usado para a implementação do manete
(manivela) e ainda permitirá o acoplamento a um pequeno motor
elétrico, se assim o desejar. Detalhe do manete de latão que irá acionar o eixo com as
polias de madeira. ele tem um parafuso M4 com porca e contraporca em
seu eixo, presas de tal maneira a permitir que o manete gire livremente
sobre este eixo.
E, aos poucos, ela vai tomando forma! Pode-se observar o
suporte de madeira, já tratado para parecer "antigo", com os
dois discos montados. A máquina ainda está sem a base,
que agora vai ser preparada da mesma maneira que o suporte. Os dois
discos são mantidos separados por uma arruela de metal com furo
central de 1/2 polegada - a distãncia entre o lado interno deles
é de menos de 3 mm.
Detalhes das polias, já envelhecidas. O processo de
envelhecimento consistiu de aplicar verniz escuro (2 demãos),
depois lixar com lixa grossa, forçando para remover de forma
irregular o verniz, depois aplicadas mais 2 demãos de verniz
transparente. para quem nunca havia feito, acho que ficou bom...
Coletores de carga
Descobri
(tardiamente!) que os coletores de carga que desenhei e construí
não iriam funcionar direito. A razão disto
é a elevada fuga que encontrei nos bastões de vidro Pyrex
que estava planejando usar como suporte para os coletores. Pena! os
coletores antigos tinham ficado bonitos, mas ... Parti então
para algo novo, que seguramente fosse funcionar. Mas antes de
apresentar os novos coletores, gostaria de comentar como determinei que
os isoladores não iam funcionar direito: carreguei um
eletroscópio (como estes que
construí) e toquei o seu terminal com uma ponta do bastão
devidamente seco. Constatei que as folhas do mesmo se aproximam
rapidamente (a umidade do ar não era alta, da ordem de 55%. Parti então para um conceito completamente diferente deste que
já estava dando por concluído. Usando uma grade de inox
de um fogão danificado, cortei a grade e dobrei usando como
molde uma polia de ferro para obter as peças da figura abaixo.