Minha
segunda
máquina de Wimshurst
Abaixo
reproduzo algumas fotos de minha segunda máquina de
Wimshurst. Ela foi construída para equipar o
laboratório
de Ensino de Ciências da Faculdade de biologia da PUCRS
(NECBIO), sendo utilizada em aulas com futuros professores de
ciências para estimular os mesmos a desenvolverem atividades em
aula envolvendo a eletrostática. Foi
construída com dimensões semelhantes às de minha primeira
máquina de
Wimshurst.
Depois
desta máquina construí uma terceira
máquina de
Wimshurst com
aparencia mais "clássica" e depois uma quarta máquina.
Esta
segunda
máquina de Wimshurst tem algumas diferenças construtivas
em
relação à
primeira máquina que implementei: As garrafas de Leyden foram
construídas com canos de
água de PVC; os setores foram recortados de uma fina folha
latão; os eixos giram em buchas
torneadas de
latão, ao invés de girar diretamente sobre furos
feitos
na madeira dos suportes dos discos; por fim os neutralizadores
são molas de
aço helicoidais, ao invés de fios finos que se rompem com
facilidade.
Apesar do maior ruído ao operar, esta máquina tem sido
usada por
alunos com freqüência sem apresentar problemas
mecânicos.
Ela
é,
entretanto, modesta na geração de
faíscas. Isto se deve principalmente à qualidade
do
material usado nos suportes e como dielétrico nas garrafas
de
leyden, e por causa das perdas por corona causadas por um material
irregular e com pontas nos setores. Pude observar que o PVC absorve uma
maior quantidade
de umidade e portanto apresenta uma menor
isolação.
Entretanto
ela funciona suficientemente bem para o propósito a que se
destinou - demonstrar a obtenção de altas
tensões
através da indução de carga,
princípio
destas máquinas, em aulas práticas com futuros
professores de ciências. Consegui tensões de 30 a
40 kV e correntes da ordem de 6 microamperes coma umidade do ar em
torno de 60%.
Assista
a um filme com minha máquina em
operação clicando aqui.
Construção
do suporte e Montagem dos eixos e polias inferiores

Montagem dos suportes das garrafas de Leyden e Conjunto de madeira,
terminado e envernizado

Discos de acrílico com os "bosses" de teflon montados e
detalhe das polias ("Bosses")

Conjunto
montado e conjunto montado, já com os setores de
latão colados no acrílico

Detalhes das polias e correias de
borracha.

Instalei uma blindagem e
acrílico transparente entre os terminais
de descarga e os discos com o objetivo de tentar minimizar
as perdas que observei no escuro (fuga por efeito corona)

Detalhe das escovas feitas com molas
helicoidais.

Segunda máquina de
wimshurst concluída.