Aula sobre eletrostática
no Instituto Santa Luzia em Porto Alegre





Como parte de meu trabalho de conclusão para graduação em Física, realisei uma atividade investigativa em aula com os alunos do Instituto Santa Luzia, em Porto Alegre ( http://turmaluzia-rs.vilabol.uol.com.br/isl.html ). Esta escola apresenta uma particularidade, nela há turmas mistas de alunos com deficiência visual e sem esta deficiência. A proposta de meu trabalho foi a de avaliar se o estudo do desenvolvimento de máquinas eletrostáticas serviria como ferramenta para o ensino de ciências, e em especial da eletrostática.

Escolhemos um mau dia para esta tarefa: chovia muito, a umidade do ar estava beirando os 90%, o que indicava uma boa chance de os experimentos que programei não darem certo. Felismente levei um secador de cabelos junto com os experimentos para a sala de aula, e após alguns segundos secando o material com calor consegui realizar as demonstrações que havia programado.

Os resultados forma muito bons; consegui evidenciar que o tema (Máquinas eletrostáticas) é interessante e se presta para chamar a atenção dos alunos, que ademais entenderam o funcionamento de uma máquina por atrito e por indução. Abaixo apresento algumas fotos da aula.
Para esta aulas usei minha máquina de Ramsden e minha terceira máquina de Wimshurst.

Um texto preparado para esta aula pode ser visto aqui.




Secando a máquina de Ramsden para fazer a demonstração...



A máquina de Ramsden é examindada por um aluno com deficiência visual. Ele entendeu e comentou detalhes de seu funcionamento, além de fazer questão de levar um pequeno choque no dedo!



Devido à alta umidade as faíscas obtidas forma pequenas - 3 ou 4 cm apenas. Mas foram suficientes para ganharem a atenção dos alunos. Na foto um aluno experimenta uma pequena descarga. As garrafas de Leyden foram removidas da máquina por questão de segurança.



Por sugestão dos alunos uma folha de papel foi intercalada entre os eletrodos da máquina de Wimshurst, evidenciando que o papel não é um isolante adequado quando as tvoltagens envolvidas são elevadas. Uma verdadeira investigação, aonde a resposta não foi dada, a averiguação foi proposta pelos alunos e as conclusões discutidas por eles. Abaixo uma faísca pequena devido à alta umidade, mas que ainda assim chamou a atenção dos alunos.






Isto não poderia faltar... Uma corrente humana foi feita com os alunos de mãos dadas, a máquina de Wimshurst colocada para funcionar e ... um choque coletivo! Esta experiência teve que ser feita mais umas 10 vezes... Sucesso total.

Dentro da idéia de identificar e localizar os alunos no tempo, confeccionei uma linha de tempo com alguns pontos importantes no desenvolvimento do conhecimento humano sobre a leletricidade e estrutura da matéria, e esta linha de tempo foi usada em minha aula. Nela fica evidente que o conhecimento que acumulou-se em pouco mais de 300 anos foi tudo o que precisamos para chegar ao conhecimento que temos hoje sobre este assunto. Abaixo reproduzo a mesma:



Agradeço à aluna Carolina Santos pelas fotos que foram tomadas durante as atividades, e aos alunos pela participação ativa na aula!


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