As buchas (suportes) forma construídas usando um cilindro de
latão (que é macio e fácil de usinar) e nelas
foram feitos furos conforme o desenho. Nos furos a 0ºe a 180º
serão fixadas as barras neutralizadoras (de 4 mm de
diâmetro por 130 mm de comprimento cada uma) através da rosca M4 (elas são parafusadas). No furo a 90º
será colocado um parafuso que imobilizará a peça
em relação ao eixo que passa pelo furo de 6 mm (central).
Arruela Separadora dos discos
Para assegurar que os dois discos não se toquem
durante o uso, preparei uma arruela de plástico (nylon) com as
dimensões apresentadas a seguir. A espesssura desta arruela deve
ser tal que considere a distância (altura) das
cabeças dos 4 parafusos que prendem o disco aos bosses. No meu
caso, esta espessura foi de 4 mm.
Montagem do conjunto de peças para o eixo superior
Abaixo apresento o desenho do conjunto de peças para o eixo
superior. Os discos com os setores não estão aí
inclusos, mas obviamente são fixados aos bosses
através dos 4 furos de 3 mm e separados pela arruela central.. O
Eixo central é implementado em aço (retirado de uma velha
impressoa danificada) e nele foi feito um rebaixo em um dos lados para
colocação de uma arruela de pressão, e do outro
lado foi feita rosca M5, ele atravessa todas as peças.
Também não aparecem na ilustração os
neutralizadores, que são feitos de aço de 4 mm de
diâmetro, e que são rosqueados nos suportes dos
neutralizadores nas posições 0º e 180º.
Conjunto já montado no eixo superior. As barras neutralizadoras
vão fixadas nos furos que aparecem no suporte de latão.
Porca de fixação do eixo
O eixo superior é terminado por uma arruela de
pressão de um lado, e por uma porca de
fixação do outro. Esta porca de
fixação poderia ser uma porca M5, mas optei por fazer uma
peça de latão a qual perfurei e fiz rosca M5. Note
que não atravessei a peça, de tal forma que o eixo fica
encoberto pela peça.
A peça que fixa o eixo superior. Do outro lado do eixo usei uma
arruela de pressão. O parafuso na foto serviu parta testar a
rosca que foi feita, e está no lugar do eixo apenas para este
teste.
Discos
Os discos para esta máquina
medem 300 mm de diâmetro. Os
meus foram cortados em acrílico preto, para se parecerem aos
discos de ebonite das máquinas antigas. Tive sérios
problemas com a corrente de fuga elevada no acrílico preto.
Depois de prontos tive que fazer outros , desta vez de acrílico
vermelho escuro.
Para a
obtenção dos discos perfeitamente redondos e com um furo
bem centralizado, recortei os discos um pouco maiores usando uma serra
tico-tico e fiz um furo de 6 mm aproximadamente em seu centro. Em
seguida montei o disco em um pino de 6 mm fixado ao cabeçote
móvel de meu torno, e coloquei uma lixa na placa. Girando o
disco com a mão fui ajustando-o até que ficasse bem
redondo. A foto abaixo ilustra o processo.
Técnica para a obtenção de um disco bem redondo
Em seguida, usando um gabarito especial que mandei fazer (é uma
ferramenta de corte usada para cortar couro) recortei setores de
alumínio com as dimensões previamente calculadas usando o
programa do professor Antônio Carlos (Wmd.exe)
para minha máquina. Meus setores são em total 18 por
disco, e foram cortados de uma fita adesiva de alumínio, e em
seguida colados aos discos. As fotos a seguir mostram o processo.
Recorte dos setores. Observe que os mesmos podem ser recortados com uma
tesoura, embora o resultado não seja tão bom.
Um dos discos já pronto.
Observe que os pequenos círculos metáklicos sobre os
setores são parte de um botão de calça jeans que
serve para melhorar o contato com as escovas dos neutralizadores (podem
ser adquiridos em lojas de artesanato). Foi feito um pequeno rebaixo no
disco, sem
atravessa-lo, sobre cada setor; o pino dos botões, cortado
à metade de seu comprimento,
foi então introduzido neste furo previamente cheio com cola
araldite.A vantagem deste processo é o fato de que estes
botões são de aço inoxidável, não
gastam nunca pelo atrito com as escovas, e facilitam o ajuste destas de
forma a garantir um bom contato e ao mesmo tempo não tocar o
acrílico (para não riscá-lo).
Escovas dos neutralizadores
São fixadas ao eixo das
barras neutralisadoras por clips de folha de papel afixadas em pequenos
cilindros de alumínio. Como as escovas estragam com alguma
frequencia adotei esta forma para poder facilmente substituí-las.
Eixo inferior
O eixo inferior que implementei utiliza um tarugo de Teflon torneado
para obter a forma desejada. Diferentemente das outras máquinas
que construí optei por uma peça única atravessada
por um eixo com manivela de aço e que tem como apoio nos dois
lados peças de teflon ajustáveis. Este conjunto
único ficou simples de ajustar e montar, especialmente quando
tiver que trocar as correias de borracha, além de uma aparencia
adequada a este projeto.
A peça de teflon para movimentar os discos. Observar os sulcos para reter a correia de borracha.
Do lado de fora , fixada à torre de suporte, uma peça de
Teflon foi usinada e fixada por dois parafusos. Esta peça tem
furo central M6 e serve de apoio para que o eixo de manivela não
atrite com o acrílico da torre, que certamente se desgastaria
logo. O Teflon é muito resistente, por isto optei por não
usar rolamentos. O conjunto ficou extremamente leve de girar! As
correias de borracha já estão no lugar.
Vista do conjunto montado
E... Deu errado!
27/05/2008
Os primeiros testes com minha quarta
máquina simplesmente não funcionaram! Pela experiencia
anterior que tive na montagem destas máquinas, não
são necessários os coletores de carga para elas
funcionarem. Bastam os discos e os neutralizadores para já se
perceber que ela está carregando, observando o odor de
ozônio gerado e as pequenas faíscas que se obtem ao
aproximar a mão da posição aonde são
colocados os coletores de carga (equador dos discos). Depois de muitos
testes desconfiei dos discos, que por serem de acrílico me
pareciam "inocentes". Coloquei meu megohmetro entre dois setores e medi
300Mohms - um curto circuito para as pequenas quantidades de carga que
deveriam se acumular! Resumindo, o acrílico preto é um
mal isolante, não pode ser usado nas montagens de
eletrostática. Recomecei então o trabalho de fabricar
discos, agora na cor vinho, que medi previamente. Uma dica para quem
não tem o megohmetro: atrite o material do qual serão
confeccionados os discos com uma folha de papel. O mesmo deve
eletrizar-se, atraindo os pelos do braço ou pequenos objetos. Se
isto não acontecer é melhor escolher outra coisa.
Como placa interna dos capacitores usei o alumínio de uma
latinha de refrigerante. Adivinha qual...Recortei uma pequena ligueta
no mesmo, de forma a ter como conectar a placa de dentro da garrafa de
Leyden ao terminal superior que aparece abaixo. O lado externo dos
condensadores, como também são conhecidos, é
envolto por um cilindro de latão (por causa da aparência
bonita do latão, poderia ser qualquer outro metal) que fomam a
outra placa do capacitor.
Estes são os terminais de
descarga com esferas nas pontas. Estas
esferas foram compradas pela inetrnet, são as "bolas
massageadoras de mãos" chinesas, e tem um pequeno sino interno.
Em uma delas eu colei um pequeno tubo de plástico e em sua ponta
uma esferinha de inox de 5 mm de diâmetro. Nas extremidades dos
terminais coloquei cilindros de acrílico transparente que
constituem pegas ou manipuladores que permitem ajustar a
distância entre as bolas com a máquina em
funcionamento sem risco de choque elétrico no operador. Duas
tampas de acrílico transparente foram torneadas para fechar a
parte superior dos canos de PVC que formam os capacitores. A
fixação dos mesmos se dá pelo uso de
tampões para cano de PVC colados na base da máquina.
Vista traseira da máquina já com os discos com rebites
montados no lugar. Pode-se ver os tampões de PVC que fixam as
garrafas de Leyden no lugar. Pode-se ver os terminais montados sobre os capacitores e já no lugar.
Pequenas esferas metálicas foram fixadas à
cabeça dos parafusos que permitem fixar a posição
dos terminais de descarga. Esta solução foi interessante,
pois permite, girando a bolinha, travar a posição da
barra do terminal de descarga. A escolha da bolinha se deve ao fato de
que com estas não ocorre fuga de carga causada pelos "efluvios
elétricos " (descargas corona).
A máquina pronta. Pode-se
observar os manipulos de acrílico transparentes e a barra
móvel de latão que interliga os capacitores. Esta barra
pode ser removida para um teste, se desejado.
Outra foto da máquina pronta. Pode-se ver a pequena bolinha fixada ao terminal positivo da máquina.

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